A rede de saúde mental de Araxá tem se destacado como referência regional, recebendo visitas técnicas de municípios interessados em conhecer de perto o modelo adotado nos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), além do fluxo de referência e contrarreferência da rede. Somente em 2026, três cidades já estiveram no município: Sacramento, Campo Florido e Conceição das Alagoas. As visitas reúnem profissionais como psicólogos, assistentes sociais e coordenadores, que buscam entender, na prática, como funciona a organização da rede e os fluxos de atendimento.
O interesse está principalmente na integração entre os serviços, no cuidado em liberdade e nas estratégias que fortalecem o vínculo com os usuários, além de ações voltadas à redução de internações psiquiátricas.
Entre os diferenciais de Araxá estão o trabalho em rede, a atuação interdisciplinar e iniciativas como oficinas terapêuticas, matriciamento com outras áreas e os Simpósios de Saúde Mental, que ampliam a troca de experiências entre profissionais. A articulação entre os serviços, incluindo a Atenção Primária e a rede de urgência e emergência, também contribui para um atendimento mais resolutivo e humanizado.
Os números reforçam esse avanço. Em 2025, os CAPS registraram média de 2.855 atendimentos mensais. Em 2026, esse número subiu para 3.219 atendimentos por mês, indicando ampliação do acesso e fortalecimento da rede.
Para a coordenadora da saúde mental, Alessandra Silva, o reconhecimento é resultado de um trabalho construído ao longo do tempo.
“Hoje, ver que outros municípios estão nos procurando para conhecer a nossa realidade e se inspirar no que conseguimos construir é extremamente gratificante. Isso mostra que estamos no caminho certo”, afirma.
A psicóloga Alana Ramos, de Campo Florido, também destaca a experiência durante visita ao CAPS Infantojuvenil.
“Foi um encontro extremamente válido, que me permitiu ampliar meu olhar, conhecer de perto o trabalho desenvolvido pela equipe e refletir sobre novas possibilidades de atuação no cuidado em saúde mental infantojuvenil”, relata.
