Novo LIRAa aponta média infestação do Aedes aegypti e reforça cuidados preventivos em Araxá

O 3º Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (LIRAa) de 2026, realizado entre os dias 8 e 11 de setembro, registrou Índice de Infestação Predial (IIP) de 1,22% em Araxá. O resultado classifica o município em situação de média infestação e reforça o alerta para a eliminação de recipientes que possam acumular água.

Durante o levantamento, foram vistoriados 2.293 imóveis, dos quais 28 apresentaram focos do mosquito. No total, foram identificados 33 depósitos positivos, o que indica que alguns locais possuíam mais de um criadouro.

De acordo com os parâmetros entomológicos, índices inferiores a 1% representam baixa infestação. Resultados entre 1% e 3,9% indicam média infestação, enquanto percentuais superiores a 3,9% caracterizam alta infestação. Na amostragem, os bairros com maior número de depósitos positivos foram Pedra Azul, Centro, Alvorada, Max Neumann II, São Geraldo e Pão de Açúcar.

O principal tipo de criadouro encontrado foi o de “depósitos móveis”, que inclui vasos e pratos de plantas, baldes, tambores e outros recipientes capazes de acumular água. Muitos desses locais são abastecidos pelos próprios moradores e permanecem com água mesmo durante períodos sem chuva.}

De acordo com o supervisor-geral dos agentes de combate às endemias, Paulo Henrique Honorato, a alternância entre chuvas pontuais e dias quentes também favorece o desenvolvimento das larvas e pode acelerar o ciclo de vida do mosquito. “Os reservatórios devem permanecer devidamente tampados e ser limpos com frequência, já que os ovos do mosquito podem ficar presos às paredes internas e eclodirem no contato com a água”, alerta. 

Monitoramento com ovitrampas

O município também utiliza as ovitrampas como estratégia de combate à dengue em diferentes regiões da cidade. As armadilhas possuem uma palheta de madeira onde as fêmeas depositam os ovos. A cada semana, o material é recolhido e analisado em laboratório. A contagem permite identificar os locais com maior presença do mosquito e direcionar as ações de combate.

As ovitrampas substituirão gradualmente o LIRAa como principal ferramenta de monitoramento. Diferentemente do levantamento, realizado por amostragem em períodos específicos, elas fornecem dados semanais e permitem acompanhar a situação de cada região ao longo do ano. Com a mudança, o LIRAa será realizado com menor frequência, mas continuará sendo utilizado de forma complementar para identificar os tipos de criadouros predominantes.

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