Quando uma mulher em situação de violência procura ajuda, a porta em que ela chega precisa estar preparada para acolher, orientar e proteger. Com esse propósito, a Prefeitura de Araxá realiza nesta quinta-feira (27), das 13h às 17h, no Clube Araxá, uma capacitação voltada aos profissionais que integram a Rede de Enfrentamento à Violência Doméstica. A iniciativa faz parte da programação do Agosto Lilás.
A formação reunirá profissionais da assistência social, saúde, educação, segurança pública e Justiça, além de representantes de organizações do terceiro setor, conselhos de direitos e demais instituições da rede de proteção. Entre os temas estão identificação das diferentes formas de violência, acolhimento humanizado, escuta qualificada, fluxos de atendimento e encaminhamento, atuação intersetorial e garantia de direitos.
A programação contará com a psicóloga do CRAM Bruna Andrade, que abordará a trajetória das leis e políticas voltadas às mulheres; a coordenadora do CRAM, Maria Cecília Lemos, com informações sobre a rede de atendimento e acolhimento; e o sargento André, da Rádio Patrulha de Proteção à Mulher, que tratará do atendimento às vítimas e das intervenções junto aos autores de violência. Representantes do Judiciário e da Polícia Penal também apresentarão o monitoramento voltado às vítimas com medidas protetivas em casos nos quais os autores utilizam tornozeleira eletrônica. A capacitação será encerrada com o depoimento de uma mulher que vivenciou e superou uma situação de violência.
Segundo a subsecretária municipal de Assistência Social e coordenadora da OPM, Cristiane Pereira, um dos desafios é garantir que a mulher não precise percorrer diferentes serviços sem saber onde buscar apoio ou repetir inúmeras vezes a violência que sofreu. “Na prática, o que a gente quer é que o profissional se sinta mais preparado para responder a uma pergunta fundamental: o que eu faço quando uma mulher chega até mim e revela uma situação de violência? A resposta precisa ser rápida, qualificada, humanizada e articulada com os demais serviços”, destaca.
A capacitação acontece na reta final do Agosto Lilás, mas a proposta é deixar resultados permanentes na atuação da rede. “Uma mulher em situação de violência não procura uma política pública, ela procura ajuda. Quando ela chega a qualquer porta da rede, essa porta precisa estar preparada para acolhê-la e ajudá-la a encontrar o caminho da proteção. Esse é o legado que a gente quer construir: uma rede que não apenas encaminha, mas que acolhe, acompanha, articula e protege as nossas mulheres”, afirma Cristiane.
