Prefeitura de Araxá inicia a implantação das ovitrampas, nova estratégia de combate à dengue

A Vigilância Ambiental de Araxá iniciou uma nova estratégia de combate ao mosquito da dengue no município: a implantação das ovitrampas. Apesar do nome técnico, a explicação é simples. A ovitrampa é uma armadilha usada para identificar onde há maior presença do Aedes aegypti. Com esse monitoramento, as equipes de endemias conseguem saber quais regiões exigem mais atenção e direcionar as ações de combate com mais precisão.

Na prática, a ovitrampa é um pequeno recipiente escuro, com água e uma solução preparada pela equipe técnica para estimular a fêmea do Aedes aegypti a depositar ovos. Dentro da armadilha, há uma palheta de madeira com superfície adequada para a fixação desses ovos. A cada semana, essa palheta é recolhida pelos agentes e levada para análise em laboratório.

A partir da contagem dos ovos, é possível identificar o nível de infestação do Aedes aegypti em cada região monitorada. O objetivo é acompanhar a presença do mosquito para que o município possa agir de forma mais estratégica, principalmente nos locais onde houver maior concentração de ovos.

Ao todo, serão instaladas 251 armadilhas em Araxá, com distância média de 300 metros entre elas. A instalação será feita em residências, comércios e espaços públicos com grande circulação de pessoas, mediante autorização do morador ou responsável pelo local.

De acordo com o supervisor-geral de Combate às Endemias, Paulo Henrique Honorato, a tecnologia permite acompanhar o nível de infestação do mosquito no município. “Quanto maior o nível de infestação, maior o nível de atenção naquela região”, explica.

Paulo reforça que a ovitrampa não oferece risco ao morador nem aumenta a quantidade de mosquitos no imóvel. A armadilha possui uma solução que atrai os mosquitos que já circulam na área para realizar a postura dos ovos exclusivamente no recipiente, o que possibilita o controle.

O acompanhamento será feito semanalmente. A cada sete dias, os agentes retornam ao local para recolher a palheta de madeira, higienizar a armadilha e fazer a reinstalação. O material recolhido é encaminhado ao laboratório entomológico, onde os ovos são contados com o auxílio de equipamentos apropriados. Esse processo permite que as equipes tenham dados atualizados sobre a infestação em diferentes regiões da cidade.

A participação da população é fundamental para o funcionamento da estratégia. A instalação será feita somente com autorização, por meio de um termo. A armadilha não terá custo para o morador, e a única colaboração necessária é receber os agentes.

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