A Unidade de Pronto Atendimento (Upa) de Araxá recebeu, na manhã desta quinta-feira (2), consultores do Hospital do Coração (HCor), de São Paulo, para acompanhar a implantação de protocolos voltados ao atendimento de pacientes com suspeita de infarto, AVC e infecções graves (sepses). A visita faz parte do Projeto Boas Práticas, realizado pelo Ministério da Saúde em parceria com o HCor. A iniciativa reforça os fluxos já implantados na unidade e amplia a capacidade de resposta em atendimentos considerados graves.
O trabalho é voltado para situações em que o tempo de resposta da equipe faz diferença no atendimento ao paciente. Nos casos de suspeita de infarto, a agilidade contribui para a realização do eletrocardiograma e para a identificação de alterações cardíacas. No AVC, conhecido popularmente como derrame, o atendimento rápido ajuda no diagnóstico e na definição da conduta médica. Já as sepses exigem atenção porque podem provocar uma reação intensa do organismo e comprometer o funcionamento dos órgãos.
A UPA de Araxá conta com um aparelho de eletrocardiograma conectado ao HCor desde setembro de 2023. Com o equipamento, os exames realizados na unidade podem ser analisados em tempo real por cardiologistas da instituição, oferecendo suporte à identificação de emergências cardiovasculares.
Desde outubro de 2025, a UPA de Araxá passou a contar com uma nova etapa do projeto, voltada aos atendimentos de AVC e infecções graves. A visita técnica serviu para acompanhar os avanços já implantados e consolidar a próxima etapa do projeto na unidade. Além disso, a equipe do HCor também verificou a organização dos fluxos internos e a implantação de protocolos, kits e checklists, que auxiliam os profissionais nos atendimentos de casos graves.
De acordo com Alex Okamura, consultor do HCor, o objetivo é tornar o atendimento mais eficiente por meio de processos bem definidos. "É muito importante que a gente tenha processos eficientes, padronizados, com fluxo bom e contínuo, para reduzir esse tempo de atendimento e, consequentemente, evitar complicações no quadro de saúde dos pacientes", destaca.
Durante a visita, os consultores acompanharam medidas já adotadas pela UPA, como a autonomia da triagem para solicitar eletrocardiograma em casos suspeitos, o uso de critérios, como o protocolo do Cincinnati, para identificação de possíveis casos de AVC e a organização de kits específicos para agilizar os atendimentos.
A coordenadora da rede Urgência e Emergência de Araxá, Carla Constant, avalia a visita como positiva para o aprimoramento da rotina da unidade, para reduzir o tempo de resposta nos casos graves.
"Com os formulários, vamos conseguir otimizar os registros e o fluxo de atendimento. Os kits também facilitam muito, porque deixam os materiais e medicamentos necessários mais próximos da equipe, sem perder tempo no deslocamento até a farmácia. São boas práticas que auxiliam em uma resposta mais rápida nesses tipos de atendimentos", afirma Carla.
