Novo LIRAa aponta média infestação para o Aedes aegypti em Araxá

A Secretaria Municipal de Saúde divulgou os dados do segundo Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (LIRAa) de 2026, realizado em Araxá entre os dias 11 e 13 de maio. O município registrou Índice de Infestação Predial (IIP) de 1%, entrando na faixa de média infestação conforme os parâmetros do Ministério da Saúde.

De acordo com a tabela de referência, índices menores que 1% são classificados como baixa infestação, entre 1% e 3,9% como média infestação e acima de 4% como alta infestação. Para o levantamento, foram vistoriados 2.230 imóveis em diferentes regiões da cidade. Em 23 deles foram encontrados focos do mosquito Aedes aegypti. 

A pesquisa indica que alguns dos imóveis visitados possuíam mais de um recipiente servindo como criadouro do mosquito. Entre os principais depósitos encontrados estão vasos de plantas, latas, bebedouros de animais e ralos. Os bairros com maior predominância de registros positivos foram Pão de Açúcar, Centro, João Ribeiro e Padre Alaor. 

De acordo com o encarregado de Combate às Endemias, Paulo Henrique Honorato, o resultado mostra que o mosquito segue presente em diferentes regiões da cidade e reforça a importância da prevenção contínua.

“Mesmo sendo um índice próximo da faixa de baixa infestação, ele mostra que o mosquito continua presente em várias regiões da cidade. O levantamento ajuda a identificar os principais focos para direcionarmos as ações, mas a participação da população continua sendo fundamental”, afirma. 

Cenário epidemiológico 

No boletim epidemiológico atualizado em 19 de maio, Araxá contabiliza 291 casos positivos de dengue em 2026. O município também registra 546 casos descartados e 88 pacientes aguardam resultado de exame. Em relação à chikungunya, Araxá soma dois casos confirmados. Não há óbitos confirmados pelas doenças neste ano.

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