Prefeitura reforça ações de prevenção e alerta para os riscos da hantavirose

A confirmação do único óbito por hantavirose registrado no Brasil em 2026, em Carmo do Paranaíba, no Alto Paranaíba, reforça a importância da prevenção e da vigilância permanente contra a doença. Em Araxá, a Prefeitura, por meio do Setor de Zoonoses da Secretaria Municipal de Saúde e mantém monitoramento constante, investigação de casos suspeitos e ações de controle de roedores em áreas urbanas e rurais.

O supervisor de Combate às Endemias, Paulo Henrique Honorato, explica que a hantavirose é uma doença viral grave, mais comum na zona rural, que é transmitida principalmente pela inalação de partículas presentes na urina, fezes e saliva de roedores infectados. Os sintomas iniciais, como febre alta, dores no corpo e mal-estar, podem ser confundidos com dengue, o que exige atenção redobrada.

Segundo ele, informar ao médico o histórico de viagens e os locais frequentados é fundamental para o diagnóstico correto. “Quando a hantavirose é confundida com dengue e o paciente recebe manejo clínico inadequado, o quadro pode se agravar rapidamente, porque a doença provoca acúmulo de líquido nos pulmões, aumentando o risco de insuficiência respiratória e óbito”, alerta.

De acordo com Paulo, sempre que há suspeita da doença, a Vigilância Ambiental juntamente com a Vigilância Epidemiológica investiga todos os locais onde o paciente esteve nos últimos 60 dias, mesmo que ele resida em outro município. “Nosso objetivo é identificar a possível origem da infecção e adotar medidas imediatas para interromper o ciclo de transmissão”, explica.

Após a investigação, as equipes realizam vistoria técnica e, quando necessário, ações de desratização e orientações para eliminar os chamados “quatro As” que favorecem a presença de roedores: acesso, abrigo, água e alimento. “Entre as medidas recomendadas estão a vedação de frestas em portas e paredes, a retirada de materiais acumulados, o armazenamento correto de resíduos e a eliminação de fontes de alimento e água durante a noite”, alerta.

Ele também orienta que, ao entrar em galpões, depósitos e outros locais fechados, cubra as vias aéreas e seja abertas portas e janelas, aguardar a ventilação e evitar varrer a seco, pois a poeira pode conter partículas contaminadas.

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